ISSN 2594-5300
28º Seminário de Aciaria — Vol. 01 , num. 28 (1997)
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Abstract
Com o aumento da produtividade dos Altos Fornos, há a necessidade de se garantir o abastecimento de sinter. Para tanto é preciso evitar perdas de produção de sinter por falhas do revestimento dos Fornos de Ignição das Sinterizações. O mecanismo de desgaste identificado a partir do estudo “Post Mortem” e, validado através de simulações realizadas em forno rotativo, foi o seguinte: a mistura a sinterizar ao entrar em contato com as altas temperaturas da entrada do Forno de Ignição, projeta-se contra as paredes refratárias, como resultado do fenômeno de crepitação da hematita. O mecanismo de corrosão do revestimento refratário dos Fornos de Ignição das Sinterizações é governado fundamentalmente pela difusão de óxido de ferro, presente na escória aderida à parede, que ataca a matriz refratária, rica em sílica. Simulações laboratoriais de escorificação pelo método dinâmico, utilizando-se uma escória sintética à base de Fe₂O₃ e CaO, reproduziram com fidelidade o processo de corrosão industrial. Refratários de Alumina-Mulita, isentos de sílica livre na matriz, e de estreita distribuição de tamanho de poros, tendem a ser mais resistentes às condições de serviço dos Fornos de Ignição das Sinterizações.
Com o aumento da produtividade dos Altos Fornos, há a necessidade de se garantir o abastecimento de sinter. Para tanto é preciso evitar perdas de produção de sinter por falhas do revestimento dos Fornos de Ignição das Sinterizações. O mecanismo de desgaste identificado a partir do estudo “Post Mortem” e, validado através de simulações realizadas em forno rotativo, foi o seguinte: a mistura a sinterizar ao entrar em contato com as altas temperaturas da entrada do Forno de Ignição, projeta-se contra as paredes refratárias, como resultado do fenômeno de crepitação da hematita. O mecanismo de corrosão do revestimento refratário dos Fornos de Ignição das Sinterizações é governado fundamentalmente pela difusão de óxido de ferro, presente na escória aderida à parede, que ataca a matriz refratária, rica em sílica. Simulações laboratoriais de escorificação pelo método dinâmico, utilizando-se uma escória sintética à base de Fe₂O₃ e CaO, reproduziram com fidelidade o processo de corrosão industrial. Refratários de Alumina-Mulita, isentos de sílica livre na matriz, e de estreita distribuição de tamanho de poros, tendem a ser mais resistentes às condições de serviço dos Fornos de Ignição das Sinterizações.
Keywords
Refratário, Sinterização, Forno de ignição, Corrosão, Altos-fornos
Refratário, Sinterização, Forno de ignição, Corrosão, Altos-fornos
How to cite
Justus, Sérgio Murilo; Silva, Sidney Nascimento; Marques, Oscar Rosa; Longo, Elson.
ESTUDO DO MECANISMO DE CORROSÃO DOS REFRATÁRIOS DOS FORNOS DE IGNIÇÃO DAS SINTERIZAÇÕES DA CSN,
p. 241-254.
In: 28º Seminário de Aciaria,
São Paulo, Brasil,
1997.
ISSN: 2594-5300, DOI 10.5151/2594-5300-28Aciaria-241-254