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Proceedings of the Seminar on Steelmaking, Casting and Non-Ferrous Metallurgy


ISSN 2594-5300

28º Seminário de Aciaria Vol. 01 , num. 28 (1997)


Title

Mecanismos de corrosão em refratários de magnésia-cromita usados em fornos de cal

Mecanismos de corrosão em refratários de magnésia-cromita usados em fornos de cal

Authorship

DOI

10.5151/2594-5300-28Aciaria-229-240

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Abstract

Um estudo “post mortem” através de microscopia eletrônica de varredura e difração de raios-x dos refratários magnesianos-cromíticos que revestem a zona de queima do Forno de Cal de fluxo regenerativo da CSN sinalizou o seguinte mecanismo de corrosão: 1. Durante o processo de operação do Forno de Cal, antes do ataque do CaO à matriz do refratário de magnésia-cromita, existe a formação de diferentes tipos de espinélios: MgAl2O4, MgCr2O4 e MgFe2O4; 2. A difusão de CaO produz a decomposição desses espinélios de magnésio precipitados sobre os grãos de MgO; 3. Por outro lado, deve-se ressaltar que a própria reação entre a magnésia e a alumina produz a formação de trincas e microtrincas no refratário, devido à ação do MgAl2O4, que forma glóbulos arredondados, provocando uma expansão da matriz de MgO; 4. Este espinélio de magnésio é atacado pela cálcia, que forma eutéticos de baixo ponto de fusão (1345-1370 ºC). Isto resulta na formação de fase líquida e crescimento de cristais de CaO.2Al2O3, CaO.Al2O3 e 3CaO.Al2O3; 5. A formação de fase líquida e o surgimento das fases cristalinas dadas acima, são responsáveis pela corrosão do refratário;

 

Um estudo “post mortem” através de microscopia eletrônica de varredura e difração de raios-x dos refratários magnesianos-cromíticos que revestem a zona de queima do Forno de Cal de fluxo regenerativo da CSN sinalizou o seguinte mecanismo de corrosão: 1. Durante o processo de operação do Forno de Cal, antes do ataque do CaO à matriz do refratário de magnésia-cromita, existe a formação de diferentes tipos de espinélios: MgAl2O4, MgCr2O4 e MgFe2O4; 2. A difusão de CaO produz a decomposição desses espinélios de magnésio precipitados sobre os grãos de MgO; 3. Por outro lado, deve-se ressaltar que a própria reação entre a magnésia e a alumina produz a formação de trincas e microtrincas no refratário, devido à ação do MgAl2O4, que forma glóbulos arredondados, provocando uma expansão da matriz de MgO; 4. Este espinélio de magnésio é atacado pela cálcia, que forma eutéticos de baixo ponto de fusão (1345-1370 ºC). Isto resulta na formação de fase líquida e crescimento de cristais de CaO.2Al2O3, CaO.Al2O3 e 3CaO.Al2O3; 5. A formação de fase líquida e o surgimento das fases cristalinas dadas acima, são responsáveis pela corrosão do refratário;

Keywords

corrosão, refratário, forno de cal

corrosão, refratário, forno de cal

How to cite

Junior, Fábio Ferreira da Cruz; Silva, Sidney Nascimento; Antunes, A. Celso; Longo, Elson; Cilense, Mário; Varela, José Arana. Mecanismos de corrosão em refratários de magnésia-cromita usados em fornos de cal, p. 229-240. In: 28º Seminário de Aciaria, São Paulo, Brasil, 1997.
ISSN: 2594-5300, DOI 10.5151/2594-5300-28Aciaria-229-240