ISSN 2594-5327
56th Congresso anual — Vol. 56 , num. 1 (2001)
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Abstract
Os aços inoxidáveis austeníticos são considerados materiais de baixa usinabilidade devido à sua elevada ductilidade, alta taxa de encruamento e baixa condutibilidade térmica. Recursos como a adição de enxofre, entre outros elementos, sempre foram empregados para melhoria da usinabilidade, prejudicando, no entanto, as propriedades mecânicas e de resistência à corrosão. Algumas técnicas, como a desoxidação pelo cálcio, têm se mostrado como excelentes alternativas aos métodos mais tradicionais de adições. Esse tratamento aplicado aos aços investigados – ABNT 304 e 316 – permite a redução das inclusões duras, o controle da morfologia dos sulfetos de manganês e a formação de oxissulfetos com baixo ponto de fusão. Este trabalho apresenta um estudo comparativo de usinabilidade entre os aços convencionais e seus similares tratados, investigados em operações de fresamento. Considerando a vida da ferramenta e a potência de corte como indicadores de usinabilidade, os aços inoxidáveis submetidos à desoxidação pelo cálcio determinaram taxas de desgaste das ferramentas muito inferiores àquelas observadas na usinagem dos aços não-tratados. Da mesma forma, a potência de corte foi menor no fresamento dos aços tratados e proporcional às taxas de desgaste. Foram comparadas, também, duas classes de ferramentas de metal duro revestido – P25 e P40 (maior tenacidade) – tendo como referência os mesmos indicadores. As ferramentas da classe P40 apresentaram melhor desempenho e menor lascamento, mostrando-se bem mais tenazes e adequadas ao fresamento de aços inoxidáveis.
Os aços inoxidáveis austeníticos são considerados materiais de baixa usinabilidade devido à sua elevada ductilidade, alta taxa de encruamento e baixa condutibilidade térmica. Recursos como a adição de enxofre, entre outros elementos, sempre foram empregados para melhoria da usinabilidade, prejudicando, no entanto, as propriedades mecânicas e de resistência à corrosão. Algumas técnicas, como a desoxidação pelo cálcio, têm se mostrado como excelentes alternativas aos métodos mais tradicionais de adições. Esse tratamento aplicado aos aços investigados – ABNT 304 e 316 – permite a redução das inclusões duras, o controle da morfologia dos sulfetos de manganês e a formação de oxissulfetos com baixo ponto de fusão. Este trabalho apresenta um estudo comparativo de usinabilidade entre os aços convencionais e seus similares tratados, investigados em operações de fresamento. Considerando a vida da ferramenta e a potência de corte como indicadores de usinabilidade, os aços inoxidáveis submetidos à desoxidação pelo cálcio determinaram taxas de desgaste das ferramentas muito inferiores àquelas observadas na usinagem dos aços não-tratados. Da mesma forma, a potência de corte foi menor no fresamento dos aços tratados e proporcional às taxas de desgaste. Foram comparadas, também, duas classes de ferramentas de metal duro revestido – P25 e P40 (maior tenacidade) – tendo como referência os mesmos indicadores. As ferramentas da classe P40 apresentaram melhor desempenho e menor lascamento, mostrando-se bem mais tenazes e adequadas ao fresamento de aços inoxidáveis.
Keywords
aços inoxidáveis, usinabilidade, tratamento ao cálcio
aços inoxidáveis, usinabilidade, tratamento ao cálcio
How to cite
Jr., Walter Gennari; Machado, Álisson Rocha; Barbosa, Celso Antônio.
MELHORIA DA USINABILIDADE DE AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS NO FRESAMENTO COM FERRAMENTAS DE METAL DURO REVESTIDO,
p. 742-751.
In: 56th Congresso anual,
Belo Horizonte, Brasil,
2001.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C01152