ISSN 2594-5327
50th Congresso anual — Vol. 50 , num. 1 (1995)
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Abstract
A resistência à corrosão dos aços inoxidáveis pode ser sensivelmente melhorada através da adição de nitrogênio. Esta adição não é simples, pois a solubilidade no líquido e na ferrita é limitada. Na austenita, entretanto, a solubilidade é bem mais elevada e pode-se introduzir nitrogênio em solução até teores de 0,6 a 0,8%. Os tratamentos de nitretação na temperatura de 580 °C não permitem a introdução de elevados teores de nitrogênio sem que ocorra formação de camada branca na superfície e precipitação de nitretos na zona denominada de difusão. O objetivo do trabalho foi o de adicionar nitrogênio à superfície de aços inoxidáveis martensíticos e aumentar sua dureza, sua resistência ao desgaste e sua resistência à corrosão, sem formar de camada branca e/ou precipitação de nitretos na zona de difusão. O tratamento termoquímico foi realizado em temperaturas em que a austenita é a fase estável e a solubilidade do nitrogênio é elevada. Foram utilizados aços das séries AISI 409 e 410. Os tratamentos de nitretação foram realizados em forno de retorta horizontal previamente evacuada e alimentada com nitrogênio de alta pureza. As amostras foram nitretadas a 1130 °C durante 26 horas e em seguida resfriadas de modo a se obter estrutura totalmente martensítica. Observou-se a formação de camada nitretada com espessuras de 1,5 mm. Obteve-se microdureza superficial de até 695 HV. A microestrutura foi observada por microscopia ótica e microscopia eletrônica de varredura. O perfil de durezas encontrado permitiu avaliar a cinética de nitretação superficial.
A resistência à corrosão dos aços inoxidáveis pode ser sensivelmente melhorada através da adição de nitrogênio. Esta adição não é simples, pois a solubilidade no líquido e na ferrita é limitada. Na austenita, entretanto, a solubilidade é bem mais elevada e pode-se introduzir nitrogênio em solução até teores de 0,6 a 0,8%. Os tratamentos de nitretação na temperatura de 580 °C não permitem a introdução de elevados teores de nitrogênio sem que ocorra formação de camada branca na superfície e precipitação de nitretos na zona denominada de difusão. O objetivo do trabalho foi o de adicionar nitrogênio à superfície de aços inoxidáveis martensíticos e aumentar sua dureza, sua resistência ao desgaste e sua resistência à corrosão, sem formar de camada branca e/ou precipitação de nitretos na zona de difusão. O tratamento termoquímico foi realizado em temperaturas em que a austenita é a fase estável e a solubilidade do nitrogênio é elevada. Foram utilizados aços das séries AISI 409 e 410. Os tratamentos de nitretação foram realizados em forno de retorta horizontal previamente evacuada e alimentada com nitrogênio de alta pureza. As amostras foram nitretadas a 1130 °C durante 26 horas e em seguida resfriadas de modo a se obter estrutura totalmente martensítica. Observou-se a formação de camada nitretada com espessuras de 1,5 mm. Obteve-se microdureza superficial de até 695 HV. A microestrutura foi observada por microscopia ótica e microscopia eletrônica de varredura. O perfil de durezas encontrado permitiu avaliar a cinética de nitretação superficial.
Keywords
Nitrogênio em aços, Aço inoxidável, Nitretação gasosa
Nitrogênio em aços, Aço inoxidável, Nitretação gasosa
How to cite
Tschiptschin, André Paulo; Caponero, Jefferson.
Nitretação Gasosa de Aço Inoxidável Martensítico,
p. 2723-2732.
In: 50th Congresso anual,
São Pedro-SP, Brasil,
1995.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-50v5-247-256