ISSN 2594-357X
24º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas — Vol. 01 , num. 24 (1993)
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Abstract
O Brasil é o único país no qual o carvão vegetal tem um expressivo uso industrial. Praticamente, 40% do ferro gusa e quase 100% das ferro-ligas são produzidos com este termorredutor. Desde a década de 80, a produção de carvão vegetal a partir de florestas de eucaliptos tem aumentado gradualmente. Com a mudança gradual para o uso de coque da Belgo Mineira, no que parece que será seguida pela Acesita. Os contínuos e significativos desenvolvimentos na geração de florestas e produção de carvão vegetal atingem um ponto crítico, pois estas empresas, juntamente com a Mannesmann S.A. e a Siderúrgica Pains vinham sendo as forças motrizes deste na evolução tecnológica do setor. Esta mudança de direção é impulsionada pela atual disponibilidade de coque a preços atrativos e está ocorrendo que a siderurgia a carvão vegetal comece a ser reconhecida internacionalmente como uma das melhores alternativas auto sustentáveis de processos que sequestram CO₂ e simultaneamente retornam o O₂ para a atmosfera. Preenche portanto, as exigências para as indústrias do próximo século, no que diz respeito a uma siderurgia "limpa". Este trabalho faz um relato do estado da arte atingido pelo setor na produção de biomassa e carvão vegetal, e mostra opções econômicas e técnicas que dão suporte para a viabilidade da siderurgia a carvão vegetal. São projetados três cenários para o futuro da fabricação de gusa via carvão vegetal em que se mostra a sua competitividade com a rota a coque. O sucesso de estratégias que concretizem estes cenários, preferencialmente de forma consecutiva, exige uma postura mais ativa do empresariado deste setor, buscando adequar práticas gerenciais e operacionais. Para suportar este desenvolvimento os autores defendem um programa de pesquisas comum que vá em direção a tecnologias apropriadas para a realidade brasileira.
O Brasil é o único país no qual o carvão vegetal tem um expressivo uso industrial. Praticamente, 40% do ferro gusa e quase 100% das ferro-ligas são produzidos com este termorredutor. Desde a década de 80, a produção de carvão vegetal a partir de florestas de eucaliptos tem aumentado gradualmente. Com a mudança gradual para o uso de coque da Belgo Mineira, no que parece que será seguida pela Acesita. Os contínuos e significativos desenvolvimentos na geração de florestas e produção de carvão vegetal atingem um ponto crítico, pois estas empresas, juntamente com a Mannesmann S.A. e a Siderúrgica Pains vinham sendo as forças motrizes deste na evolução tecnológica do setor. Esta mudança de direção é impulsionada pela atual disponibilidade de coque a preços atrativos e está ocorrendo que a siderurgia a carvão vegetal comece a ser reconhecida internacionalmente como uma das melhores alternativas auto sustentáveis de processos que sequestram CO₂ e simultaneamente retornam o O₂ para a atmosfera. Preenche portanto, as exigências para as indústrias do próximo século, no que diz respeito a uma siderurgia "limpa". Este trabalho faz um relato do estado da arte atingido pelo setor na produção de biomassa e carvão vegetal, e mostra opções econômicas e técnicas que dão suporte para a viabilidade da siderurgia a carvão vegetal. São projetados três cenários para o futuro da fabricação de gusa via carvão vegetal em que se mostra a sua competitividade com a rota a coque. O sucesso de estratégias que concretizem estes cenários, preferencialmente de forma consecutiva, exige uma postura mais ativa do empresariado deste setor, buscando adequar práticas gerenciais e operacionais. Para suportar este desenvolvimento os autores defendem um programa de pesquisas comum que vá em direção a tecnologias apropriadas para a realidade brasileira.
Keywords
Carvão vegetal, Siderurgia, Biomassa, Ferro-gusa, Sustentabilidade
Carvão vegetal, Siderurgia, Biomassa, Ferro-gusa, Sustentabilidade
How to cite
Rezende, Maria Emília; Lessa, Auro; Passa, Vânia; Macedo, Paulo; Sampaio, Ronaldo; Freitas, Henrique.
PRODUÇÃO COMERCIAL DE CARVÃO VEGETAL PARA A SIDERURGIA,
p. 457-476.
In: 24º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas,
None,
1993.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-24Red-457-476