ISSN 2594-357X
31º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas — Vol. 01 , num. 31 (2000)
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Abstract
Nos últimos anos, a reciclagem de subprodutos da fabricação do aço se tornou imperativa, não somente por fatores econômicos, mas também devido a crescente conscientização da necessidade de se preservar o meio ambiente. Pós gerados durante o processo de refino do aço, no LD ou no Forno Elétrico a Arco (FEA), tem uma importância destacada nesse contexto devido ao alto teor de ferro. Entretanto, devido a crescente produção de aços galvanizados, o teor de zinco no pó do FEA atinge valores da ordem de 20% ou mais, na forma de ZnO. Por outro lado, são bem conhecidos os efeitos causados pelo zinco contido nos minérios de ferro na operação do alto-forno. O óxido de zinco contido no minério, normalmente na forma de 2ZnO.SiO2, é reduzido a altas temperaturas dentro do forno, aumentando a quantidade de vapor de zinco no gás, o qual por sua vez se deposita na carga à medida que o gás escoa para a parte superior do forno. À medida que a carga desce, o zinco é novamente vaporizado e recircula dentro do alto-forno. O excesso de zinco no gás reage com o refratário formando compostos de baixo ponto de fusão, resultando na sua degradação e formação de cascões. Entretanto, deve se esperar um comportamento diferente do zinco contido no pó do FEA. Devido a menor estabilidade termodinâmica do ZnO em comparação com o 2ZnO.SiO2, o vapor de zinco é produzido a baixas temperaturas e deixa o forno como óxido de zinco, evitando assim o fenômeno de recirculação que acontece quando o zinco está na forma de silicato. Consequentemente, a reciclagem de pós do FEA no alto-forno somente requer uma aglomeração prévia e o alto teor de zinco não causa os já conhecidos problemas operacionais de degradação dos refratários e formação de cascões desde que a operação seja conduzida apropriadamente.
Nos últimos anos, a reciclagem de subprodutos da fabricação do aço se tornou imperativa, não somente por fatores econômicos, mas também devido a crescente conscientização da necessidade de se preservar o meio ambiente. Pós gerados durante o processo de refino do aço, no LD ou no Forno Elétrico a Arco (FEA), tem uma importância destacada nesse contexto devido ao alto teor de ferro. Entretanto, devido a crescente produção de aços galvanizados, o teor de zinco no pó do FEA atinge valores da ordem de 20% ou mais, na forma de ZnO. Por outro lado, são bem conhecidos os efeitos causados pelo zinco contido nos minérios de ferro na operação do alto-forno. O óxido de zinco contido no minério, normalmente na forma de 2ZnO.SiO2, é reduzido a altas temperaturas dentro do forno, aumentando a quantidade de vapor de zinco no gás, o qual por sua vez se deposita na carga à medida que o gás escoa para a parte superior do forno. À medida que a carga desce, o zinco é novamente vaporizado e recircula dentro do alto-forno. O excesso de zinco no gás reage com o refratário formando compostos de baixo ponto de fusão, resultando na sua degradação e formação de cascões. Entretanto, deve se esperar um comportamento diferente do zinco contido no pó do FEA. Devido a menor estabilidade termodinâmica do ZnO em comparação com o 2ZnO.SiO2, o vapor de zinco é produzido a baixas temperaturas e deixa o forno como óxido de zinco, evitando assim o fenômeno de recirculação que acontece quando o zinco está na forma de silicato. Consequentemente, a reciclagem de pós do FEA no alto-forno somente requer uma aglomeração prévia e o alto teor de zinco não causa os já conhecidos problemas operacionais de degradação dos refratários e formação de cascões desde que a operação seja conduzida apropriadamente.
Keywords
reciclagem, zinco, alto-forno
reciclagem, zinco, alto-forno
How to cite
Figueira, Renato Minelli; Castro, Luiz Fernando Andrade de; Tavares, Roberto Parreiras.
RECICLAGEM DE SUBPRODUTOS DE ACIARIA NO ALTO-FORNO: O ZINCO É REALMENTE UM PROBLEMA?,
p. 87-96.
In: 31º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas,
None,
2000.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-31Red-v1-87-96