Powered by Blucher Proceedings

Proceedings of ABM Annual Congress


ISSN 2594-5327

54th Congresso anual Vol. 54 , num. 1 (1999)


Title

RECICLAGEM DO RESÍDUO DA BORRA SALINA DA FUSÃO DE ALUMÍNIO COMO MATÉRIA-PRIMA PARA A CERÂMICA TRADICIONAL

RECICLAGEM DO RESÍDUO DA BORRA SALINA DA FUSÃO DE ALUMÍNIO COMO MATÉRIA-PRIMA PARA A CERÂMICA TRADICIONAL

Authorship

DOI

10.5151/2594-5327-C00697

Downloads

0 Downloads

Abstract

A motivação para a utilização de resíduos gerados pela indústria – ou por algum outro setor da sociedade – tem como principal força motriz a pressão da própria sociedade (legislação ou iniciativa da comunidade atingida) que, dependendo do seu grau de organização, dos riscos que os tais resíduos possam oferecer – entre outros fatores –, pode atingir uma maior ou menor magnitude. A pressão se faz ao se encontrar um destino para os resíduos que não ofereçam riscos maiores do que o estorvo representado pela sua própria presença física (volume, forma pulverulenta, etc.) – como é o caso do resíduo insolúvel da borra salina, resíduo utilizado no presente trabalho – é muito menor, mas não menos importante (o descarte em aterro é um destino que deve ser primordialmente evitado). Este resíduo tem origem da lixiviação da borra ou dross em água para a recuperação do seu conteúdo em sal, processo de escolha do forno de fusão da sucata de alumínio, sendo que lhe é adicionada uma cobertura salina de proteção ao banho. Para a produção de peças cerâmicas tradicionais, materiais com as características destes resíduos constituem uma interessante fonte de matéria-prima secundária, pois sendo substâncias cuja composição é preponderantemente de óxidos, com exceção, em alguns relevados casos, de fases cerâmicas que podem ser reciclados como matéria-prima. Neste trabalho foram testadas em escala de laboratório formulações com argilas de Gravataí-RS, com a adição de 5%, 10% e 15% em peso de resíduo insolúvel. Os corpos-de-prova foram processados com várias velocidades de prensagem e grau de sinterização e as peças cerâmicas em uma prática industrial. A porosidade aparente, a absorção de água e a resistência mecânica dos corpos-de-prova foram avaliadas em função da sua temperatura de sinterização.

 

A motivação para a utilização de resíduos gerados pela indústria – ou por algum outro setor da sociedade – tem como principal força motriz a pressão da própria sociedade (legislação ou iniciativa da comunidade atingida) que, dependendo do seu grau de organização, dos riscos que os tais resíduos possam oferecer – entre outros fatores –, pode atingir uma maior ou menor magnitude. A pressão se faz ao se encontrar um destino para os resíduos que não ofereçam riscos maiores do que o estorvo representado pela sua própria presença física (volume, forma pulverulenta, etc.) – como é o caso do resíduo insolúvel da borra salina, resíduo utilizado no presente trabalho – é muito menor, mas não menos importante (o descarte em aterro é um destino que deve ser primordialmente evitado). Este resíduo tem origem da lixiviação da borra ou dross em água para a recuperação do seu conteúdo em sal, processo de escolha do forno de fusão da sucata de alumínio, sendo que lhe é adicionada uma cobertura salina de proteção ao banho. Para a produção de peças cerâmicas tradicionais, materiais com as características destes resíduos constituem uma interessante fonte de matéria-prima secundária, pois sendo substâncias cuja composição é preponderantemente de óxidos, com exceção, em alguns relevados casos, de fases cerâmicas que podem ser reciclados como matéria-prima. Neste trabalho foram testadas em escala de laboratório formulações com argilas de Gravataí-RS, com a adição de 5%, 10% e 15% em peso de resíduo insolúvel. Os corpos-de-prova foram processados com várias velocidades de prensagem e grau de sinterização e as peças cerâmicas em uma prática industrial. A porosidade aparente, a absorção de água e a resistência mecânica dos corpos-de-prova foram avaliadas em função da sua temperatura de sinterização.

Keywords

reciclagem de alumínio, borra salina, cerâmica vermelha

reciclagem de alumínio, borra salina, cerâmica vermelha

How to cite

Bergmann, Carlos Pérez; Heck, Nestor Cezar. RECICLAGEM DO RESÍDUO DA BORRA SALINA DA FUSÃO DE ALUMÍNIO COMO MATÉRIA-PRIMA PARA A CERÂMICA TRADICIONAL, p. 1599-1608. In: 54th Congresso anual, São Paulo, Brasil, 1999.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-C00697