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Proceedings of the Ironmaking, Iron Ore and Agglomeration Seminars


ISSN 2594-357X

Title

RECUPERAÇÃO DE FERRO FINO – HEMATITA FINA – DO REJEITO INDUSTRIAL DE UMA USINA DE CONCENTRAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO

RECUPERAÇÃO DE FERRO FINO – HEMATITA FINA – DO REJEITO INDUSTRIAL DE UMA USINA DE CONCENTRAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO

Authorship

DOI

10.5151/2594-357x-32 V01 - 469-474

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Abstract

O separador magnético Jones possui grande eficiência de separação nas faixas granulométricas finas. A susceptibilidade magnética dos minerais minérios de ferro é a propriedade principal a ser estudada, quando se escolhe a concentração via separação magnética, em detrimento de outras tecnologias. Tanto a alta, quanto a baixa susceptibilidade podem ser problemáticas para separadores Jones. A aplicação desses restringe-se, em geral, aos minerais paramagnéticos. Os ferromagnéticos oneram sérias limitações, por possuírem susceptibilidade magnética alta. A susceptibilidade magnética e a granulometria têm forte relação. As partículas com susceptibilidade mais alta, via de regra, aquelas de granulometria grosseira e vice-versa. Portanto, a recuperação de partículas ultra finas de rejeitos de uma usina de concentração de minério de ferro passa pelo aumento da intensidade de campo magnético entre as matrizes. Pode-se promover esse aumento aproximando as placas ranhuradas (reduzindo o gap). Essa operação promove captura de partículas ultra finas, e somente se, estas forem susceptíveis à intensidade de campo empregada. O mesmo tempo que faz-se isso, pode-se comprometer a qualidade do concentrado e a capacidade das máquinas. Conjugar essas variáveis, dentre as diversas variáveis que impactam o resultado do concentrado, ou mesmo um projeto, são deveres dos tratamentistas. Este trabalho experimental apresenta tentativas para recuperar partículas ultra finas (menores que 0,025 mm) do rejeito de uma usina de concentração de minério de ferro. O rejeito atual, contendo um bom teor metálico, foi tratado sem etapas de adensamento ou diluição, num separador Jones em escala piloto. Obteve-se um concentrado com 65% de ferro e uma recuperação mássica próxima de 24%. Este resultado foi obtido com polpa condicionada em pH de 9,5. A distância entre as placas (gap) foi de 1,0 mm e a intensidade de campo magnético de 15.500 Gauss. As expectativas para os novos testes são as melhores, uma vez que se pretende tratar somente o material abaixo de 0,025 mm, que resulta em uma alimentação mais rica (em torno de 53% de ferro).

 

O separador magnético Jones possui grande eficiência de separação nas faixas granulométricas finas. A susceptibilidade magnética dos minerais minérios de ferro é a propriedade principal a ser estudada, quando se escolhe a concentração via separação magnética, em detrimento de outras tecnologias. Tanto a alta, quanto a baixa susceptibilidade podem ser problemáticas para separadores Jones. A aplicação desses restringe-se, em geral, aos minerais paramagnéticos. Os ferromagnéticos oneram sérias limitações, por possuírem susceptibilidade magnética alta. A susceptibilidade magnética e a granulometria têm forte relação. As partículas com susceptibilidade mais alta, via de regra, aquelas de granulometria grosseira e vice-versa. Portanto, a recuperação de partículas ultra finas de rejeitos de uma usina de concentração de minério de ferro passa pelo aumento da intensidade de campo magnético entre as matrizes. Pode-se promover esse aumento aproximando as placas ranhuradas (reduzindo o gap). Essa operação promove captura de partículas ultra finas, e somente se, estas forem susceptíveis à intensidade de campo empregada. O mesmo tempo que faz-se isso, pode-se comprometer a qualidade do concentrado e a capacidade das máquinas. Conjugar essas variáveis, dentre as diversas variáveis que impactam o resultado do concentrado, ou mesmo um projeto, são deveres dos tratamentistas. Este trabalho experimental apresenta tentativas para recuperar partículas ultra finas (menores que 0,025 mm) do rejeito de uma usina de concentração de minério de ferro. O rejeito atual, contendo um bom teor metálico, foi tratado sem etapas de adensamento ou diluição, num separador Jones em escala piloto. Obteve-se um concentrado com 65% de ferro e uma recuperação mássica próxima de 24%. Este resultado foi obtido com polpa condicionada em pH de 9,5. A distância entre as placas (gap) foi de 1,0 mm e a intensidade de campo magnético de 15.500 Gauss. As expectativas para os novos testes são as melhores, uma vez que se pretende tratar somente o material abaixo de 0,025 mm, que resulta em uma alimentação mais rica (em torno de 53% de ferro).

Keywords

separação magnética, hematita fina, rejeito mineral, recuperação de ferro, partículas ultrafinas.

separação magnética, hematita fina, rejeito mineral, recuperação de ferro, partículas ultrafinas.

How to cite

Gomes, Marcelino Amando da Silva; Coelho, Luiz Henrique Tequila; Gonçalves, Paulo César; Pinto, Alfredo Fidelis Magalhães; Cinquini, José Ricardo Gatti. RECUPERAÇÃO DE FERRO FINO – HEMATITA FINA – DO REJEITO INDUSTRIAL DE UMA USINA DE CONCENTRAÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO, p. 469-474. In: 32º Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas, None, 2002.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-32 V01 - 469-474