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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

58º Congresso anual Vol. 58 , num. 1 (2003)


Título

AGLOMERADOS AUTO-REDUTORES PARA OBTENÇÃO DE FERRO METÁLICO: COMPORTAMENTO MECÂNICO

AGLOMERADOS AUTO-REDUTORES PARA OBTENÇÃO DE FERRO METÁLICO: COMPORTAMENTO MECÂNICO

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-2477

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Resumo

A tecnologia de auto-redução tem-se mostrado como um processo que apresenta vantagens devido à flexibilidade de uso de matérias-primas de baixo custo (finos, poeiras, lamas, etc.) e baixo custo de investimento, resultando em sua competitividade. A vantagem técnica principal está na alta velocidade de reação de redução devido à mistura íntima entre os reagentes (óxidos e redutores) resultando num processo de alta produtividade. O desenvolvimento iniciou-se na Michigan Technological University (MTU), (Goksel, 1977) e atualmente muitos dos processos estão baseados neste princípio, tais como: Processo PTC (Goksel, 1991); Processo Tecnored (Contrucci, 1997), Itmk3 (Tsuge 2002), Fastmet (McClelland, 2002), Inmetco (Koros, 2001), e outros. Este trabalho discute os comportamentos a frio e a quente de aglomerados auto-redutores contendo óxidos de ferro (minérios ou resíduos). Nos comportamentos a frio são discutidos os parâmetros que afetam a resistência a frio e o mecanismo de cura quando se utiliza cimento como aglomerante. O principal mecanismo de cura é o de hidratação dos componentes do cimento, especialmente do silicato tricálcico. Nos comportamentos a quente são abordados os fenômenos de crepitação e inchamento, e a resistência às altas temperaturas. A crepitação é muito dependente da umidade e da porosidade do aglomerado. A resistência às altas temperaturas de aglomerados auto-redutores tem-se apresentado como uma das mais críticas nos processos de auto-redução e menor resistência ocorre às temperaturas entre 900 e 1000 °C, decorrentes da decomposição dos hidratos e eventualmente do inchamento durante a redução.

 

A tecnologia de auto-redução tem-se mostrado como um processo que apresenta vantagens devido à flexibilidade de uso de matérias-primas de baixo custo (finos, poeiras, lamas, etc.) e baixo custo de investimento, resultando em sua competitividade. A vantagem técnica principal está na alta velocidade de reação de redução devido à mistura íntima entre os reagentes (óxidos e redutores) resultando num processo de alta produtividade. O desenvolvimento iniciou-se na Michigan Technological University (MTU), (Goksel, 1977) e atualmente muitos dos processos estão baseados neste princípio, tais como: Processo PTC (Goksel, 1991); Processo Tecnored (Contrucci, 1997), Itmk3 (Tsuge 2002), Fastmet (McClelland, 2002), Inmetco (Koros, 2001), e outros. Este trabalho discute os comportamentos a frio e a quente de aglomerados auto-redutores contendo óxidos de ferro (minérios ou resíduos). Nos comportamentos a frio são discutidos os parâmetros que afetam a resistência a frio e o mecanismo de cura quando se utiliza cimento como aglomerante. O principal mecanismo de cura é o de hidratação dos componentes do cimento, especialmente do silicato tricálcico. Nos comportamentos a quente são abordados os fenômenos de crepitação e inchamento, e a resistência às altas temperaturas. A crepitação é muito dependente da umidade e da porosidade do aglomerado. A resistência às altas temperaturas de aglomerados auto-redutores tem-se apresentado como uma das mais críticas nos processos de auto-redução e menor resistência ocorre às temperaturas entre 900 e 1000 °C, decorrentes da decomposição dos hidratos e eventualmente do inchamento durante a redução.

Palavras-chave

auto-redução, comportamento mecânico, aglomeração a frio

auto-redução, comportamento mecânico, aglomeração a frio

Como citar

Takano, Cyro; Mourão, Marcelo Breda. AGLOMERADOS AUTO-REDUTORES PARA OBTENÇÃO DE FERRO METÁLICO: COMPORTAMENTO MECÂNICO, p. 254-267. In: 58º Congresso anual, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-2477