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Seminários de Redução, Minério de Ferro e Aglomeração


ISSN 2594-357X

Título

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE UM CIRCUITO DE MOAGEM DE MINÉRIO DE FERRO POR MEIO DA ANÁLISE DE IMAGENS DIGITAIS

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE UM CIRCUITO DE MOAGEM DE MINÉRIO DE FERRO POR MEIO DA ANÁLISE DE IMAGENS DIGITAIS

Autoria

DOI

10.5151/2594-357x-2MineFe-383-408

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Resumo

Os fluxos de alimentação, overflow e underflow de uma linha do circuito fechado de moagem primária da usina de beneficiamento de Germano, da SAMARCO, foram estudados por análise de imagens (AI) digitais, geradas em microscópio eletrônico de varredura. Com os devidos cuidados, é possível separar perfeitamente as três fases principais nas imagens: quartzo, hematita (e outras fases anidras de Fe) e goethita (e outras fases hidratadas de Fe). A análise das imagens e a compatibilização dos seus resultados com as análises químicas revela que existe uma macroporosidade nos minerais de Fe que pode ser medida por AI e uma microporosidade muito mais importante que pode ser calculada. Além da alta porosidade total, a interconexão dos poros pode ser um fator fundamental para utilização do minério, por exemplo, em processos de redução direta. A análise dos espectros de liberação das fases ferruginosas em relação à ganga (quartzo), após correção estereológica, indica uma concentração preferencial de partículas com teor de ferrosos mais baixo e com maior porosidade no overflow, e a reciclagem do underflow ao moinho com maior concentração de partículas menos porosas e com maior teor de ferrosos, apesar de bem liberados e com tamanho inferior a 149 µm. A recirculação de material dentro das especificações limita a capacidade do circuito de moagem.

 

Os fluxos de alimentação, overflow e underflow de uma linha do circuito fechado de moagem primária da usina de beneficiamento de Germano, da SAMARCO, foram estudados por análise de imagens (AI) digitais, geradas em microscópio eletrônico de varredura. Com os devidos cuidados, é possível separar perfeitamente as três fases principais nas imagens: quartzo, hematita (e outras fases anidras de Fe) e goethita (e outras fases hidratadas de Fe). A análise das imagens e a compatibilização dos seus resultados com as análises químicas revela que existe uma macroporosidade nos minerais de Fe que pode ser medida por AI e uma microporosidade muito mais importante que pode ser calculada. Além da alta porosidade total, a interconexão dos poros pode ser um fator fundamental para utilização do minério, por exemplo, em processos de redução direta. A análise dos espectros de liberação das fases ferruginosas em relação à ganga (quartzo), após correção estereológica, indica uma concentração preferencial de partículas com teor de ferrosos mais baixo e com maior porosidade no overflow, e a reciclagem do underflow ao moinho com maior concentração de partículas menos porosas e com maior teor de ferrosos, apesar de bem liberados e com tamanho inferior a 149 µm. A recirculação de material dentro das especificações limita a capacidade do circuito de moagem.

Palavras-chave

liberação, minério de ferro, análise de imagens

liberação, minério de ferro, análise de imagens

Como citar

Schneider, Claudio Luiz; Neumann, Reiner; Neto, Arnaldo Alcover. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE UM CIRCUITO DE MOAGEM DE MINÉRIO DE FERRO POR MEIO DA ANÁLISE DE IMAGENS DIGITAIS, p. 383-408. In: 2º Simpósio Brasileiro de Minério de Ferro, None, 1999.
ISSN: 2594-357X, DOI 10.5151/2594-357x-2MineFe-383-408