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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

58º Congresso anual Vol. 58 , num. 1 (2003)


Título

CORROSÃO SOB TENSÃO EM CILINDROS DE MERGULHO DE ALUMÍNIO

CORROSÃO SOB TENSÃO EM CILINDROS DE MERGULHO DE ALUMÍNIO

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-2653

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Resumo

Realizou-se um estudo sobre a fratura em serviço de cilindros portáteis, fabricados a partir de uma liga de alumínio da série 5000, e projetados como parte de um aparato de mergulho, onde eram aplicadas cargas de ar comprimido. Os cilindros, que geralmente eram carregados a uma pressão de trabalho de 200 bar, falharam após trinta anos em serviço, fraturando, a partir do fundo, ao longo da seção longitudinal. Foram realizadas nos cilindros análises químicas, visuais, microestruturais por microscopia ótica e por microscopia eletrônica de varredura (empregando-se ainda recursos de microanálises por EDS), análises fractográficas por microscopia eletrônica de varredura e ensaios mecânicos de tração e dureza. A fim de avaliar a magnitude das tensões atuantes em serviço, procedeu-se a uma análise de tensões na parede interna dos cilindros. Em adição ao grande número de pites, o exame visual da superfície interna dos cilindros revelou a presença de muitas trincas, que se propagavam em uma direção transversal à da trinca primária. Os resultados das análises microestruturais, mostraram a grande fração volumétrica de precipitados do tipo Al₆Mg₅ ao longo dos contornos de grão, os quais, combinados com as tensões trativas na parede do cilindro, levaram à falha por corrosão sob tensão na presença de vapor d’água ou água. As observações microscópicas e fractográficas indicaram a incidência de fratura intergranular caracterizada por ramificações.

 

Realizou-se um estudo sobre a fratura em serviço de cilindros portáteis, fabricados a partir de uma liga de alumínio da série 5000, e projetados como parte de um aparato de mergulho, onde eram aplicadas cargas de ar comprimido. Os cilindros, que geralmente eram carregados a uma pressão de trabalho de 200 bar, falharam após trinta anos em serviço, fraturando, a partir do fundo, ao longo da seção longitudinal. Foram realizadas nos cilindros análises químicas, visuais, microestruturais por microscopia ótica e por microscopia eletrônica de varredura (empregando-se ainda recursos de microanálises por EDS), análises fractográficas por microscopia eletrônica de varredura e ensaios mecânicos de tração e dureza. A fim de avaliar a magnitude das tensões atuantes em serviço, procedeu-se a uma análise de tensões na parede interna dos cilindros. Em adição ao grande número de pites, o exame visual da superfície interna dos cilindros revelou a presença de muitas trincas, que se propagavam em uma direção transversal à da trinca primária. Os resultados das análises microestruturais, mostraram a grande fração volumétrica de precipitados do tipo Al₆Mg₅ ao longo dos contornos de grão, os quais, combinados com as tensões trativas na parede do cilindro, levaram à falha por corrosão sob tensão na presença de vapor d’água ou água. As observações microscópicas e fractográficas indicaram a incidência de fratura intergranular caracterizada por ramificações.

Palavras-chave

Corrosão sob tensão, precipitados, liga de Al-Mg.

Corrosão sob tensão, precipitados, liga de Al-Mg.

Como citar

Vidal, Ana Cristina; Martins, Ana Rosa; Darwish, Fathi. CORROSÃO SOB TENSÃO EM CILINDROS DE MERGULHO DE ALUMÍNIO, p. 1147-1156. In: 58º Congresso anual, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-2653