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Congresso Anual da ABM


ISSN 2594-5327

58º Congresso anual Vol. 58 , num. 1 (2003)


Título

Fadiga em Materiais Compostos de Aplicação Aeroespacial

Fadiga em Materiais Compostos de Aplicação Aeroespacial

Autoria

DOI

10.5151/2594-5327-2707

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Resumo

Os materiais compostos estão se transformando a cada dia numa classe distinta de materiais dentro do vasto campo da Ciência dos Materiais. Os materiais compostos, em especial os laminados, apresentam propriedades mecânicas e vida em fadiga bem distinta dos seus componentes, e já se atingiu um grau de desenvolvimento tecnológico, nos quais já se pode projetar e até se prever o seu comportamento em peças estruturais, em função da sua arquitetura de construção. Os materiais compostos laminados surgiram na indústria aeronáutica em resposta às limitações financeiras do pós-guerra enfrentadas pela Europa, em especial pela fábrica de aviões Fokker, e também pela sua necessidade em se manter competitiva no mercado mundial. Os resultados dos estudos conjuntos com o meio acadêmico local foram o surgimento de uma classe inédita de materiais compostos laminados a partir de finas chapas da tradicional liga de alumínio 2024-T3 e fibras reforçadas, que foram designadas de ARALL e GLARE, em função dos materiais utilizados pelas fibras, que podem ser dispostas em várias direções. Devido à vantajosa relação resistência mecânica / peso específico, logo demonstrados por este materiais compostos laminados, várias fabricantes aeronáuticos e institutos de pesquisas aprofundaram os seus estudos focando a vida em fadiga, tolerância aos danos, resistência à corrosão e outras propriedades relevantes a uma futura aplicação segura nas aeronaves comerciais. Algumas peças secundárias já estão sendo agregadas em algumas aeronaves; porém o grande foco das atenções está na notícia de que o Airbus A380 está em sua linha de montagem com aproximadamente 470m² de GLARE nos revestimentos superiores de sua fuselagem, o que mostra uma grande disposição em agregar materiais avançados em seus modelos de modo a torná-los competitivos em termos de custos operacionais. Este trabalho tem o objetivo de traçar um histórico do grupo de desenvolvimento dos materiais compostos, em especial os laminados a partir da liga tradicional liga de alumínio 2024-T3 (GLARE), a metodologia empregada para o estabelecimento da sua vida em fadiga, alguns dados coletados nas bibliografias sobre assunto, já divulgadas, e também algumas aplicações interessantes já em causas reais e industriais aeronáuticas.

 

Os materiais compostos estão se transformando a cada dia numa classe distinta de materiais dentro do vasto campo da Ciência dos Materiais. Os materiais compostos, em especial os laminados, apresentam propriedades mecânicas e vida em fadiga bem distinta dos seus componentes, e já se atingiu um grau de desenvolvimento tecnológico, nos quais já se pode projetar e até se prever o seu comportamento em peças estruturais, em função da sua arquitetura de construção. Os materiais compostos laminados surgiram na indústria aeronáutica em resposta às limitações financeiras do pós-guerra enfrentadas pela Europa, em especial pela fábrica de aviões Fokker, e também pela sua necessidade em se manter competitiva no mercado mundial. Os resultados dos estudos conjuntos com o meio acadêmico local foram o surgimento de uma classe inédita de materiais compostos laminados a partir de finas chapas da tradicional liga de alumínio 2024-T3 e fibras reforçadas, que foram designadas de ARALL e GLARE, em função dos materiais utilizados pelas fibras, que podem ser dispostas em várias direções. Devido à vantajosa relação resistência mecânica / peso específico, logo demonstrados por este materiais compostos laminados, várias fabricantes aeronáuticos e institutos de pesquisas aprofundaram os seus estudos focando a vida em fadiga, tolerância aos danos, resistência à corrosão e outras propriedades relevantes a uma futura aplicação segura nas aeronaves comerciais. Algumas peças secundárias já estão sendo agregadas em algumas aeronaves; porém o grande foco das atenções está na notícia de que o Airbus A380 está em sua linha de montagem com aproximadamente 470m² de GLARE nos revestimentos superiores de sua fuselagem, o que mostra uma grande disposição em agregar materiais avançados em seus modelos de modo a torná-los competitivos em termos de custos operacionais. Este trabalho tem o objetivo de traçar um histórico do grupo de desenvolvimento dos materiais compostos, em especial os laminados a partir da liga tradicional liga de alumínio 2024-T3 (GLARE), a metodologia empregada para o estabelecimento da sua vida em fadiga, alguns dados coletados nas bibliografias sobre assunto, já divulgadas, e também algumas aplicações interessantes já em causas reais e industriais aeronáuticas.

Palavras-chave

GLARE, fadiga, material compósito

GLARE, fadiga, material compósito

Como citar

Júnior, Abel Rosato; Marlet, José Maria Fernandes; Neto, Carlos de Moura. Fadiga em Materiais Compostos de Aplicação Aeroespacial, p. 1482-1499. In: 58º Congresso anual, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-2707