ISSN 2594-5327
58º Congresso anual — Vol. 58 , num. 1 (2003)
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Resumo
As fibras vegetais vêm se tornando uma alternativa para utilização como reforços e/ou cargas de matrizes poliméricas, em substituição às fibras sintéticas, o que pode representar uma considerável expansão de mercado para o Brasil, um país com vocação para a agricultura. Este trabalho está inserido em um amplo projeto, que visa à valorização de fibras vegetais, como sisal, juta, curauá; assim como da lignina e da celulose que podem ser obtidas a partir destas fibras, sendo a primeira (lignina) utilizada como ”macromonômero” e a segunda (celulose) utilizada em estudos em que se considera a preparação e caracterização de ésteres de celulose. Deve-se ressaltar que as fontes vegetais consideradas, com destaque para sisal e curauá, produzidos no Brasil, têm ciclo de vida curtos, uma vantagem em relação às fibras de madeira, tendo em vista o longo ciclo de vida de uma árvore. As fibras vegetais foram submetidas a tratamentos físicos e químicos, com o objetivo de intensificar a interação fibra/matriz. Os termorrígidos fenólicos e lignofenólicos, assim como os compósitos reforçados com fibras vegetais, foram caracterizados por: TG, DSC, MEV, Resistência ao impacto, Absorção de Água. Vários parâmetros de processo foram diversificados durante a impregnação pré-polímeros/fibras, assim como na moldagem dos compósitos. Os resultados mostraram que a substituição parcial de fenol por lignina na formulação da matriz fenólica é viável. Todos os compósitos reforçados com fibras apresentaram melhoria na resistência ao impacto em relação às matrizes termorrígidas, revelando que as fibras vegetais presentes nos compósitos agem como reforço. Os compósitos reforçados com fibras de sisal apresentaram resistência ao impacto superior, quando comparados aos compósitos contendo outras fibras. Dentre os tratamentos das fibras, destaca-se aquele feito com ar ionizado, o qual resultou em melhoria na adesão interfacial fibras/matriz, sem que os componentes das fibras fossem extraídos, como ocorre no tratamento com solução de NaOH.
As fibras vegetais vêm se tornando uma alternativa para utilização como reforços e/ou cargas de matrizes poliméricas, em substituição às fibras sintéticas, o que pode representar uma considerável expansão de mercado para o Brasil, um país com vocação para a agricultura. Este trabalho está inserido em um amplo projeto, que visa à valorização de fibras vegetais, como sisal, juta, curauá; assim como da lignina e da celulose que podem ser obtidas a partir destas fibras, sendo a primeira (lignina) utilizada como ”macromonômero” e a segunda (celulose) utilizada em estudos em que se considera a preparação e caracterização de ésteres de celulose. Deve-se ressaltar que as fontes vegetais consideradas, com destaque para sisal e curauá, produzidos no Brasil, têm ciclo de vida curtos, uma vantagem em relação às fibras de madeira, tendo em vista o longo ciclo de vida de uma árvore. As fibras vegetais foram submetidas a tratamentos físicos e químicos, com o objetivo de intensificar a interação fibra/matriz. Os termorrígidos fenólicos e lignofenólicos, assim como os compósitos reforçados com fibras vegetais, foram caracterizados por: TG, DSC, MEV, Resistência ao impacto, Absorção de Água. Vários parâmetros de processo foram diversificados durante a impregnação pré-polímeros/fibras, assim como na moldagem dos compósitos. Os resultados mostraram que a substituição parcial de fenol por lignina na formulação da matriz fenólica é viável. Todos os compósitos reforçados com fibras apresentaram melhoria na resistência ao impacto em relação às matrizes termorrígidas, revelando que as fibras vegetais presentes nos compósitos agem como reforço. Os compósitos reforçados com fibras de sisal apresentaram resistência ao impacto superior, quando comparados aos compósitos contendo outras fibras. Dentre os tratamentos das fibras, destaca-se aquele feito com ar ionizado, o qual resultou em melhoria na adesão interfacial fibras/matriz, sem que os componentes das fibras fossem extraídos, como ocorre no tratamento com solução de NaOH.
Palavras-chave
compósitos, fibras vegetais, matrizes fenólicas, matrizes termorrígidas, lignina
compósitos, fibras vegetais, matrizes fenólicas, matrizes termorrígidas, lignina
Como citar
Frollini, Elisabete; Razera, Ilce Aiko Tanaka; Megiatto, Jackson Dirceu; Paiva, Jane Faulstich; Trindade, Wanderson Gonçalves.
MATRIZES FENÓLICAS E LIGNOFENÓLICAS REFORÇADAS COM FIBRAS VEGETAIS,
p. 3377-3386.
In: 58º Congresso anual,
Rio de Janeiro, Brasil,
2003.
ISSN: 2594-5327, DOI 10.5151/2594-5327-3110